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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Resenha - O Menino do Pijama Listrado/ John Boyne

A resenha de hoje é do livro O Menino do Pijama Listrado do escritor irlandês John Boyne. Esta que foi produzida pela colunista convidada Marciana Leandro Paz, sendo assim, a terceira resenha dela escrita para você leitor do Blog Margem Literária.


BOYNE, John. O menino do pijama listrado. ed. Cia das Letras, 2007.



SBN: 9788535911121
Ano: 2007
Edição: 1º 
Páginas: 192

Assunto: Literatura estrangeira - romance

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SINOPSE DA COLUNISTA: Como seria se um dia ao chegarmos em casa, depois de retornarmos de alguma ocasião especial ao lado de nossos melhores amigos, ficássemos sabendo que teríamos que nos despedir deles porque a nossa família estaria de mudança? E o pior, imagine se antes disso chegássemos e encontrássemos alguém remexendo em nossos pertences sem a nossa devida permissão? E como seria se, ao chegarmos à nova casa, nos convencêssemos de que ali não poderia ser tão especial quanto a nossa antiga casa, cuja morada nos proporcionava uma janela com uma bela vista de toda a nossa cidade? Pois é, seria bastante frustrante, não é mesmo? O romance “O Menino do Pijama Listrado”, do escritor irlandês John Boyne, fala justamente disso, fala sobre um garoto de 9 anos (Bruno) que, ao retornar da escola, é surpreendido ao ver a sua governanta retirando todos os seus pertences de seus devidos lugares, até mesmo aqueles que eram-lhe restritos - que ninguém podia tocar a não ser ele mesmo - e os encaixotando para a possível mudança. Sobre a qual Bruno ficara sabendo e que, de certa forma, o deixara bastante desapontado, pois teria que, além de seus melhores amigos, desligar-se da espaçosa casa em que vivia e, sobretudo, dos seus avós e ir viver em um “mundo” para além de uma janela. 



7º Resenha do "Margem Literária"



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O romance “O Menino do Pijama Listrado” publicado em 2007 é mais um best-seller a mexer com o público. Esta obra extremamente popular entre os leitores é da autoria do escritor irlandês John Boyne. Nascido na Irlanda no ano de 1971, Boyne escreveu, além da obra supracitada, diversas outras, dentre elas “O Ladrão do Tempo” (publicado em 2000), “O Garoto do Convés” (2008), “O Palácio de Inverno” (2009) e o mais recente “O Menino no Alto da Montanha” (2015). Sua obra mais célebre “O Menino do Pijama Listrado” foi adaptada para os cinemas em 2008. O contexto histórico da obra passa-se durante a Segunda Guerra Mundial, com ênfase no Holocausto. 

Em um dia comum como qualquer outro, o garoto Bruno de apenas 9 anos é surpreendido ao retornar da escola e encontrar sua governanta encaixotando todos os seus pertences para o que ele menos esperava: uma viagem fora de sua cidade natal, Berlim, cujo fato inesperado dar-se em função de seu pai, oficial nazista, ter sido promovido para um cargo muito relevante para aquelas personagens que na história contribuíram de alguma forma para a propagação do partido Nazista. 

Bruno gostava muito de sua confortável casa em Berlim e ao chegar à nova casa (em Haja-Vista) jamais pode imaginar que pudesse acostumar-se a ideia de que o novo lugar, até então isolado e incomparável a casa antiga, fosse algum dia torna-se-lhe agradável. Haja-Vista era um lugar bastante desagradável e tedioso para uma criança como Bruno, pois lá não existiam outras crianças com quem pudesse brincar. 

Os dias tediosos do garoto naquele lugar mudaram somente e completamente a partir do momento em que Bruno, movido pelo tédio e, sobretudo, pela curiosidade, ficou diante de uma janela bastante misteriosa, a qual supostamente poderia proporcionar-lhe diversas aventuras durante suas atividades/brincadeiras enquanto explorador. Havia algo para além daquela abertura que chamava-lhe muita atenção: era um ambiente que na visão ingênua de uma criança parece-lhe uma fazenda, quando na realidade trata-se de um lugar cuja felicidade recusa chegar. Foi diante desse quadro inocente, por conseguinte, que a criança pode mudar a visão negativa que tinha sobre o novo lugar, notando o quanto o mundo fora daquela casa parecia-lhe interessante. 

Apesar dos horrores em que o mundo lá fora encontrava-se e que Bruno ignorava, esta figura ingênua não se deixava levar facilmente pelas opiniões alheias, sempre soube pensar por si só, sempre questionando a realidade que o cercava. Contudo, havia muitas coisas que o garoto não conseguia compreender, como o fato de as pessoas que viviam naquela suposta fazenda vestirem pijamas igualmente, ou as crianças de lá poderem ter contato com outras enquanto ele e sua irmã, Gretel, não. 

Bruno não imaginava que vivendo em Haja-Vista firmaria uma amizade diferente das amizades convencionais; Uma amizade tão sólida e inacreditável diante de uma realidade bruta em que se achava o mundo em tempos de guerra; Uma amizade que nem o homem mais ordinário, nem os ensinamentos mais rudes, nem a chuva mais intensa e nem a cerca mais profunda poderiam barrar. E mais, não poderia contar com o fato de que a outra pessoa (Shmuel) curiosamente nascera na mesma data que si próprio. Havia, contudo, um grande problema em relação a esta amizade firmada, a qual teve que ser mantida o tempo todo em segredo: Bruno estava consequentemente submetido a uma série de situações comprometedoras e a um final trágico. 

Do outro lado da cerca, a qual cercava a suposta fazenda, existia uma realidade apavorante e totalmente diferente do que podia-se imaginar. E o pior, havia alguém muito especial envolvida nessa situação. Enquanto de uma janela é possível construir situações harmoniosas, presencialmente estas expectativas podem ser abolidas de modo a dar lugar a uma realidade jamais idealizada. O garoto Bruno almejava conhecer aquele lugar visto da janela do seu quarto, porém isso só foi possível graças à amizade entre ele e Shmuel. 

A posição que o pai de Bruno ocupava não passava de um empecilho na vida do garoto. Um pai muito ocupado e obcecado com e/ou pelo trabalho e sem tempo para manter uma relação mais ampla com os filhos ou até mesmo com a própria esposa. Esta sua posição, por sua vez, foi um dos fatores que repercutiu em uma das piores tragédias de toda a sua vida e da vida do próprio garoto. 

Esta obra, bastante perturbadora e incrivelmente comovente, nos deixa, além de um desastre, pistas de uma possível traição. Narrada em terceira pessoa, John Boyne apresenta-nos uma história bastante contagiante e repleta de tensão em um contexto histórico de grandes e terríveis atrocidades. 


De linguagem clara e de amplo entendimento, esta incrível e instigante obra é indicada para o público em geral. De modo que cada leitor terá, portanto, uma experiência imaginária única, que parte desde o leitor ingênuo ao leitor experiente.



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Conheça um pouco mais da colunista Marciana Leandro Paz. 


Foto de Marciana Paz


Marciana Leandro Paz cursa o 7º período do curso de Letras/Português e suas Literaturas pela Universidade de Pernambuco/Campus Garanhuns; Atuou como monitora do curso de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) para iniciantes, promovido pelo Instituto de Ciências Biológicas ICB/UPE, com apoio do NIACLibras – Núcleo de Inclusão e Acessibilidade do Programa Ciranda Auditiva. E-mail: marcianapaz18@gmail.com

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